A sensação de ter uma pele lisinha é reconfortante e nos proporciona segurança em atividades corriqueiras, como cruzar as pernas ou mesmo levantar os braços para pegar algo. No entanto, dias após a depilação podem surgir os temidos pelos encravados que, além de esteticamente desagradáveis, podem ser dolorosos.A formação dos pelos encravados tem entre suas causas o tipo de pelo do indivíduo. A espessura e o formato do pelo tornam a pele mais propícia ao desenvolvimento desse problema, assim como o tamanho do poro. Quanto mais enrolado o pelo e mais estreito o poro, maior a propensão ao encravamento do pelo. “O pelo encrava quando em vez de despontar, sua ponta volta para dentro do poro, que inflama”, explicou a fisioterapeuta Kalynne Ayres.
Além dos fatores genéticos, há também a forma como tratamos a nossa pele após a depilação. Em grande parte dos casos, a esfoliação diminuiria a incidência de pelos encravados. “Esfoliar a pele dois dias após a depilação à cera ajuda a desobstruir os poros e, com isso, evita a formação de pelos encravados. Usar roupas mais soltinhas também diminui o atrito da roupa com a pele e sua consequente irritação”, explicou a depiladora Djanine Soares.
As áreas que passam mais tempo cobertas e não têm como “respirar”, como a virilha e a axila; necessitam de mais atenção, pois são mais propensas à encravação, justamente por estar em constante atrito com as roupas.
No caso da esfoliação, é preciso tornar isso um hábito de higienização. Kalynne explica que não basta passar o produto esfoliante, é necessário massagear o local da forma correta. “Movimentos circulares ou de baixo para cima são os ideais para evitar o encravamento. Faça isso até que perceba que a circulação sanguínea na região foi estimulada, ou seja, quando a pele ficar rosada”. É válido lembrar que a esfoliação só é indicada nos casos de prevenção e no início do encravamento do pelo e jamais deve ser feita quando os poros estiverem inflamados.
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